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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O solitário morrer na África


Os primeiros raios de sol mal haviam saído
Quando o clarão começou
O clarão das chamas
E o som dos lança-granadas!

O sol mal havia saído
Quando o terror começou.
Não houve luz naquela manhã,
Só o sangue manchando o chão.

Não houve sol naquele dia,
Não houve luz, nem alegria.
Só o som dos disparos,
E os inocentes desesperados,
Refugiados queimados vivos,
Sobreviventes isolados.

Não houve vida naquele dia,
Não houve amor, não houve sol.
Só gritos e explosões.
Só mortes e covardia.

Um adeus sem despedidas.
Após o massacre, o desconsolo.
E a missão aos que ficaram
De sobreviver sobre os corpos
E os destroços,
Do que um dia fora vida.

Quem chorará pela dor dessa gente?
Quem protestará por esses mortos?
Dois mil motivos para lágrimas,
E tudo que resta agora,
É este silêncio mórbido.

Onde estão os líderes mundiais?
O que fizeram depois de Paris?
Duas mil vozes caladas,
E um Ocidente Apático.
Onde estavam os homens da paz
Quando tudo começou?

“É solitário morrer na África” – Escreveu
Alguém, certa vez.
É solitário morrer nesse mundo,
Onde vidas são tratadas como nada,
É solitário morrer nessa realidade,
Onde a cor da pele e o capital
Determinam quanto vale uma vida, afinal.
É difícil morrer como um nada.
É solitário morrer na África.
É solitário morrer em Baga.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A mão à palmatória



Se sou feminista, sou maldita.
Se sou poetisa, sou medíocre.
E minha arte clandestina,
Propagada nas esquinas,
É um insulto imperdoável,
Uma pretensão sem limites,
Ferindo olhos e ouvidos
Dos que têm o ego inflamável.

Minha poesia (que poesia?)
É singela, capenga,
Somente versos mal rimados,
Parece mais uma arenga,
Não tem nada de admirável.

E sendo mulher, mais ainda,
Pois não passo de uma menina,
Querendo espaço entre os machos.
Sou feminista maldita,
E confesso aqui minha mediocridade.
Pois para mim, vagabunda,
Não há espaço na capital,
Nem entre os intelectuais dessa cidade.

Pois quero que saibam agora,
Que estendo a mão,
Não ao abraço, mas à palmatória,
E admito, muito contente,
Que prefiro os bares e a cachaça,
Que prefiro os cabarés e as praças,
À essa gente demente,
Que mesmo após doze anos
De escrita e de antipatia
Diz que é poeta,
Mas não sente o que é a poesia.

domingo, 13 de julho de 2014

Motivos para ter torcido pela seleção brasileira e ter amado a copa das copas


A copa do mundo do Brasil foi um sucesso, nossa presidenta está de parabéns por aguentar firme e forte mesmo diante da imbecilidade de alguns e da forte campanha de negatividade. A festa foi tão bonita que até eu me contagiei. 

Nunca torço pela seleção brasileira por acreditar que nosso país não se resume a uma seleção de futebol, e também por saber que no passado, quando a direita governava o Brasil, o futebol era tudo que o povo tinha, e os governantes aproveitavam para glorificar o esporte e fazer com que o povo se contentasse em ver os jogos (somente pela TV, pois só a elite tinha dinheiro para ir ver a copa em outro país) e torcer pela seleção, mesmo morrendo de fome, mesmo sem nenhuma educação, mesmo com a inflação, a dívida externa. O importante era que tinha bola na rede. Já o prato, era vazio. E quem mandava no campo era o desemprego e as desigualdades sociais. 

Diante disso, pessoas como eu, que percebiam essa jogada, se recusavam a fazer parte dessa demonstração de insulto ao povo brasileiro e a aceitar as migalhas de uma taça a cada 4 anos como prêmio de consolação por todas as mazelas que assolavam o país. 

Porém, os tempos são outros. Embora eu tenha demorado a me tocar disso, não há mais motivos para não torcer pela seleção brasileira, pois hoje ela pode ser vista apenas como mais uma representante do nosso país em um campeonato esportivo. O Brasil hoje tem uma educação melhor, a inflação diminuiu, o povo tem emprego, a dívida externa já não existe, o bolsa família tirou a maioria das pessoas da extrema pobreza, e o país tem dinheiro inclusive para sediar um mundial de futebol e se consagrar como idealizador da Copa das Copas. E o pobre que acompanhava o jogo pela TV hoje tem dinheiro para ir ver o jogo no estádio, tem dinheiro inclusive para viajar de avião, conhecer outro país e todas essas coisas típicas da elite brasileira dos anos 90. 

Hoje nosso time tem mais de 200 milhões de jogadores, e com a camisa 13, a melhor capitã de todos os tempos, nossa presidenta, Dilma. As vaias não assustam essa mulher forte e corajosa, pois se um pequeno grupo a vaia no estádio, o país irá aplaudi-la nas urnas. 

domingo, 18 de maio de 2014

Por uma questão de reconhecimento

Numa conversa de bar ontem falamos sobre como o Brasil avançou com o PT. Hoje em dia quase todo pobre tem seu carrinho ou sua moto, casa própria financiada, computador, acesso à internet... Na minha infância quem tinha computador era rico. E o que dizer do temido apagão?

Mas parece que muita gente esqueceu o tal racionamento de energia, a falta de investimentos na educação superior, o desemprego, os salários aviltantes que eram pagos aos trabalhadores.

O que me revolta é ver pobre falando mal do PT. Porque um rico assumir que queria que o país voltasse a ser um país que priorizasse as camadas mais elevadas da sociedade, eu compreendo (Não aceito, mas compreendo). Agora, um pobre, que só conseguiu as oportunidades para ser alguém na vida através dos investimentos do Governo Federal, falar mal do único partido que pensou nas minorias é mais que ingratidão, é burrice.

O povo parece que esqueceu todo o mal que a nossa população sofria. E que bom, isso mostra que as desigualdades estão cada dia mais sendo varridas de nossas vidas. Mas não podemos permitir que esses fantasmas voltem a nos assombrar, não podemos regredir. O Brasil hoje é e continuará sendo um país de todos.

Sou mais Partido dos Trabalhadores. Sou mais Lula. Sou mais Dilma Rousseff.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

A solução para meus problemas


O relógio marcava 17h43 e minha angústia aumentava. Mesmo sabendo que seria liberada às 18h como de costume, eu estava ansiosa para ir embora. Era um daqueles dias em que eu só conseguia pensar que a solução para os meus problemas seria meter uma bala no meio dos meus olhos e decorar aquela parede branca com inúmeros pedacinhos dos meus miolos. Em dias assim (e esses dias eram frequentes) eu sentia vontade de fazer um monte de coisas, e as faria, se fosse realmente livre. Era nesses dias que eu tinha certeza do quanto a ideia de liberdade que nos vendem é ilusória.

Queria acender um cigarro só para ter a desculpa de dar umas voltas pela calçada e tentar sair um pouco daquele ambiente desagradável, mas não queria punir meus pulmões também, já bastava o mal que aquele ambiente causava à minha alma.

Não conto as vezes que me tranquei no banheiro para chorar. Eu tinha muitos motivos para achar que aquele quadro não mudaria tão cedo e ficava me imaginando ali, dia após dia, no Natal, no Ano Novo, Páscoa, dia dos pais... e esse ciclo se repetindo... Não tinha como não enlouquecer com isso.

Aquele ambiente roubava minha energia vital e meu maior desejo era poder falar algumas verdades para algumas pessoas que faziam parte daquela rotina. Era muita baboseira, muita futilidade, muitos egos duelando, muita gente querendo me atingir com essas merdas. Eu só conseguia sentir nojo da pequenez espiritual daquela gente.

Eles eram os religiosos, os politicamente corretos, os respeitados cidadãos de bem. Conseguiam reunir em um só pacote toda a hipocrisia social que existe no mundo, todas as coisas e atitudes ridículas de moralistas conservadores que eu sempre abominei.

Era uma gente que só pensava em status, visibilidade e dinheiro. Gente que tratava as outras pessoas (as mais pobres, ou as que pensavam diferente) como se fossem coisas, e algumas pessoas (as mais ricas, ou as mais influentes) como deuses, talvez em busca de algum benefício, afinal, amizade gratuita estava em extinção entre aquela gente. 

Eu realmente queria explodir meus miolos.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

“Meat the truth - Uma Verdade mais que Inconveniente” – Um filme que todo mundo deveria assistir

Não poderia deixar de falar deste documentário maravilhoso, ainda mais em tempos de incentivo e pressão para que as pessoas incluam o jumento também em seus cardápios (Como se já não houvesse matança suficiente no mundo).

O documentário “Meat the truth” (traduzido no Brasil como “Uma Verdade mais que Inconveniente”) critica a indústria de carne e expõe as relações entre a pecuária e o aquecimento global.

Além disso, o vídeo é uma crítica ao documentário “An Inconvenient Truth” (Uma Verdade Inconveniente) produzido por Al Gore, sobre o aquecimento global, que lhe rendeu um prêmio Nobel. Mas, mesmo sendo tão aclamado, o vídeo de Gore não nos trás a verdade, ele omite que o consumo de carne é o fator que mais contribui para os danos que o meio ambiente enfrenta atualmente.

A hipocrisia de Gore e os efeitos negativos que o consumo de carne nos causam todos os dias é o que se pode ver nesse vídeo. Deixo o link para quem tiver interesse em saber mais.


O mais ridículo dos animais


O homem é o mais ridículo dos animais e ainda assim se acha superior. Patético!

Procure, entre todos os animais, quais deles têm hora para acordar, obrigação de fazer coisas que só de pensar já dão um nó no estômago ou um monte de compromissos enfadonhos para ir todos os dias?

Vi minha vida passar enquanto eu rabiscava papéis em uma sala fria.

Sempre odiei o sistema, mas tive que aprender muito cedo que não havia como fugir dele. Que inferno! Era isso a vida humana? Uma prisão a céu aberto, onde cada um apenas cumpre uma série de obrigações?

O homem passa mais tempo se dedicando a obrigações desgastantes do que fazendo aquilo que realmente lhe faz bem.

Eu sempre gostei de literatura, poesia, música, cinema e artes em geral. Porém nunca tive o prazer de poder me dedicar a nenhuma dessas atividades com prioridade. As prioridades eram sempre as coisas mais irritantes, o trabalho, as pessoas que eu não queria ver, o dinheiro. E não falo isto como uma pessoa capitalista que se arrependeu da vida mesquinha que teve. Falo isso como ser humano preso a uma rede de obrigações enfadonhas. 

A regra é essa, independente de seus ideais, você tem que se ajustar ao sistema, ou sucumbir a uma vida de miséria.

E veja que contraditório, para fugir da miséria financeira, abraçamos a miséria espiritual.

sábado, 26 de março de 2011

Polícia para quem precisa de polícia



Há poucos dias, fui vítima de um assalto quando voltava do trabalho para casa. Nunca tinha sido assaltada. E como a primeira vez é inesquecível, vou relatar um pouco sobre o ocorrido, mas se você pensa que irei falar do meu medo ou descer o sarrafo nos bandidos, engana-se. Acompanhe a história e descubra quem é realmente digno de minha raiva.


Pois bem, estava eu voltando pra casa após um dia estressante; cansada e com fome, quando vejo na esquina, logo à minha frente, dois rapazes numa moto. Eles param e um deles desce da moto com calma e me fala algo com tranquilidade. Eu que já sou conhecida por ser lesada, não entendi o que ele falou e perguntei: o que?

Foi quando a tranquilidade do homem transformou-se em ira e ele anunciou o assalto. Não satisfeito em pegar a minha bolsa, o atrevido ainda me deu um soco nas costas e um tapa na boca que até agora sinto doer quando recordo. Fugi gritando enquanto os homens iam embora com boa parte do meu salário do mês e com quase toda a minha dignidade.

Nem minha mãe nunca ousou bater na minha cara (e olha que eu já dei motivo).

Assustada e histérica entrei no prédio onde moravam alguns conhecidos. Toda essa sequencia de fatos aconteceu em segundos. Enquanto eu gritava nos corredores do prédio, os homens ainda podiam ser avistados.

Diante do meu desespero, logo uma amiga pegou o telefone e ligou para a polícia, deu toda a descrição dos bandidos, contou o ocorrido, o que tinham levado, e para onde poderiam ter ido. Mas a resposta do “190” foi calma e apática: Mande sua amiga se acalmar e amanhã procure a DP para fazer um B.O.

- Mas vocês não podem passar um rádio para nenhuma viatura que esteja aqui perto para pelo menos dar uma olhada? Perguntou minha amiga.

- Não temos como dar conta de todo assaltante que apareça moça. Diga a sua amiga que faça e B.O. e pronto. Respondeu o homem da lei, responsável pela segurança dos cidadãos.

Acabei sem o dinheiro, sem os documentos e se tinha me sobrado um pouco de dignidade depois de apanhar de um marginal, ela se foi quando o policial veio dizer que não era dever dele ir atrás de bandido nenhum. Voltei pra casa um caco e como meus documentos apareceram no dia seguinte não me dei nem ao trabalho de ir fazer o bendito B.O.

Alguns dias depois, eu já estou melhor. Dinheiro, eu trabalho e consigo mais. A única coisa que não sara é a dor da humilhação, de saber que pago impostos, que tenho direitos, que deveriam ser guardados por estes que se dizem homens da lei, e a única coisa que recebo em troca é indiferença. Se a polícia ia encontrar ou não os bandidos eu não sei, mas o que sei é que se você não procura uma coisa, você não pode encontra-la. E afinal, o que custava passar um rádio para a viatura mais próxima?

E infelizmente não sou a única a passar por isso. Voltando de viagem depois do carnaval ouvi uma senhora dizer que na rua em que ela mora os assaltantes já têm um ponto fixo para abordar as vítimas. E o que mais a deixava indignada, contou ela, era que já tinha ligado varias vezes para a polícia e a resposta era a mesma: Não temos como dar conta de todos os bandidos da cidade.

Realmente, com a criminalidade solta, duvido muito que a polícia seja capaz de pegar todos os bandidos, mas se não for atrás, nunca vai pegar nenhum.

Agora eu gostaria de chamar a atenção para um fator interessante. Quando você passar em frente a grandes estabelecimentos privados como lojas de automóveis e bancos, preste atenção, logo você verá um ou dois homens da lei fazendo a segurança do local.

Ou seja, eles ganham à nossa custa para defender interesses particulares?

É vergonhoso, mas é isso que estamos vivendo. Os policias, em vez de estarem nas ruas correndo atrás de bandidos, estão fardados em frente a edifícios privados, ganhando um adicional à custa do povo.

Não sei se tenho mais raiva dos bandidos que me assaltaram, ou dessa enorme instituição de crime organizado chamada polícia. Dois pesos, a mesma medida.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Frutuoso Gomes, os celulares e o progresso.

Frutuoso Gomes, pequena cidade com pouco mais de 4 mil habitantes, localizada no interior do Rio Grande do Norte, vivenciou um fato histórico durante essa semana.
O local, onde antigamente, podia se dormir com as portas abertas, vem enfrentando uma onda de violência nos últimos anos (sinal de progresso, afinal, toda cidade grande que se preze tem essas características), mas nada muito explícito, casos de roubos de porcos e galinhas, furtos, e coisas assim.
Claro que também têm as desavenças entre famílias e grupos, o que acaba gerando uma onda de combates ameaças e até assassinatos. Mas isso, bom, isso é bem interiorano.
De fato, em Frutuoso Gomes, até pouco tempo atrás, se você não mexesse com ninguém, não se metesse a besta com moça de família, não tivesse inimigos, nem opinião política opositora, podia sim viver em paz.
Até que chegou um tal progresso ao lugar e trouxe com ele dois avanços: tecnologia e violência de cidade grande.
O celular, mais popular que pão com ovo, veio chegar a região há pouco tempo, cerca de 1 ano e meio mais ou menos. E celular na mão de gente nas ruas atrai o quê?
Se você disse namoro, você errou e certamente nunca morou numa cidade grande.
Se você respondeu sorte, também errou, nunca morou numa cidade grande e certamente é um daqueles tipinhos supersticiosos.
Agora se você respondeu ‘pila’,’ vagaba’, marginal, assaltante, bandido ou coisa do tipo, você realmente entende de assuntos de cidades grandes.
Em frutuoso Gomes foi possível viver em paz com os celulares... Foi!
Essa semana a cidade que até então só tinha visto violência explícita na zona urbana em ano eleitoral, presenciou seu primeiro Assalto a mão armada. E o que levaram?
Um celular!
(e um monte de outras coisas também que não cabe citar aqui).
Agora, com status de cidade grande, Frutuoso Gomes caminha rumo ao progresso de diversas outras cidades do nosso país.


Aonde vamos parar? Se nem no lugar onde se costumava andar tranquilamente a qualquer hora do dia ou da noite é possível ter paz hoje em dia, aonde vamos encontrá-la? 


Isso é Brasil. Isso Progresso? 





terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E lá vem bosta...

Se você é daqueles que já se treme todo quando escuta a palavra 'janeiro' porque ela lhe trás lembranças de uma visita incômoda que aparece todos os anos por essa data, junte-se ao clube. Certamente você já deve saber do que eu estou falando.

Preparem seus saquinhos que lá vem mais uma edição do Big Brother Brasil.

Durante semanas e mais semanas o único assunto das rodinhas de amigos será este. "Quem comeu quem?" "Quem é o líder?" "Ah, não gosto dele, ele é malvado", "Meu Deus que mulher linda!", "ai, não acredito que esse gato é gay" "e olha lá, o lesado tá pegando a travesti!".
Tsc, tsc! E haja saco!

Mas tem gente já comemorando: os ladrões de banco e os sequestradores, por exemplo, passam o ano inteirinho esperando o BBB, época em que ninguém liga para besteiras como roubos e assassinatos. Porque o mundo pode estar caindo aos pedaços, mas todo mundo só que saber quem vai ser o novo milionário do País, que vai ficar rico as custas de milhões de bobos desocupados que perdem seu tempo ligando descontroladamente para votar no dia de eliminação.

Ironias a parte, o BBB é apenas um produto bem feito da indústria cultural, feito com o intuito de envolver o público numa realidade não real. E o que mais irrita é a forma passiva como as pessoas se comportam diante disso. Odiando e amando um grupo de idiotas que não conseguiu se dar bem na vida e encontrou nessa merda toda uma forma de se destacar e, quem sabe, com sorte, posar nu (nua) e esticar por mais uns meses essa fama instantânea e sem motivo.

Brasil ainda luta para combater intolerância contra homossexuais

O vídeo a seguir é uma matéria exibida no programa Fantástico da Rede Globo. O conteúdo me chamou a atenção por mostrar os homossexuais como gente, como família, desconstruindo um pouco dessa imagem de que os homossexuais são aberrações da natureza buscando espaço na sociedade 'normal'.
Muito boa a matéria, vale a pena conferir.
Se você for gay, lésbica, bissexual ou simpatizante, assista.
Se você repudia gays, lésbicas, bissexuais ou simpatizantes assista também e tente mudar um pouco dessa sua visão distorcida.
O mundo não tem mais espaço para este tipo de separação.
O que faz uma pessoa ser boa ou não é o seu caráter e não a sexualidade.


sábado, 11 de dezembro de 2010

O pai do Noel


Fim de ano, clima natalino; esse é um período que todo mundo adora. Afinal, pelo menos nessa época as pessoas tornam-se mais amáveis e sentem-se mais à vontade para demonstrar seus sentimentos. Sim, essa é uma época de confraternização e fraternidade (ou pelo menos, era essa a ideia).
Se fosse realmente assim, seria perfeito. Mas o problema é que as pessoas esqueceram o verdadeiro sentido do natal e, para a maioria delas, este representa apenas uma grande troca de presentes. A coisa mais comum de se ouvir nesse período é: "o natal está chegando e você ainda não foi às compras?" Ou seja, festejar o natal é consumir.
Fico me perguntando quem seria o culpado por tudo isso, quem usurpou o espírito do natal e o transformou num monstro consumista. Porém, não preciso pensar muito para obter essa resposta, basta observar bem e prestar atenção numa certa criatura que passa o ano todo não sei por onde e resolve só dar as caras nessa época, um certo senhor de idade que ganha a vida induzindo as pessoas a acreditarem que comemorar o natal é fazer compras, que demonstrar o que sente pelo outro é dar-lhe presentes caros. Pois bem, creio que já ficou claro que a tal figura a qual me refiro é o senhor Noel.
Esse cara tá aí há um tempão e, graças ao seu costume de dar presentes para algumas criancinhas, o resto do mundo aderiu à moda e isso tornou-se uma tradição.
E o tal Noel não mede esforços para levar sua ideologia adiante. Não sei como aguenta o corre-corre nos dias que antecedem o natal. Ele está em todos os lugares; leva isso tão a sério que abandona sua casinha lá no polo norte e passa-se a habitar os vários shoppings centers espalhados por todo o mundo. Foi-se o tempo em que ele vagava de casa em casa, descendo em chaminés! Credo! Que desconforto! O shopping parece um lugar bem mais agradável! Lá ele evita o desconforto, se distrai e ainda vê seus seguidores apaixonados correndo de um lado pro outro com dezenas de sacolas! Que momento mágico!
Com tudo, há uma coisa que não entra na minha cabeça: não concordo com o termo "bom velhinho"! O senhor Noel que me desculpe, mas esse negócio dele escolher dar presentes para umas crianças sim e outras não, de promover a exclusão, de mudar o sentido do natal, de ter se tornado mais lembrado que o próprio homenageado pela data (é Jesus, a competição tá grande!) e ainda querer posar de herói me deixa muito irritada.
Mas não posso culpar o coitado do Noel, afinal, ele está apenas cumprindo ordens. Sim! Ele está a serviço de seu pai e este é muito severo, portanto o pobre Noel tem mais é que obedecer.
É gente, o papai Noel também tem pai! Ele é filho do capitalismo!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Veja a verdadeira Lógica da campanha do Serra Burns

Conheça bem os tucanos, não deixe o Serra se ausentar de Springfield!

Serra fez dossiê contra Aécio, e aparece negócios em paraísos fiscais

Até aonde a Rede Globo é imparcial? Por que esconder isso dona Globo? Hein?´

O Novo Brasil, os mesmos tucanos.


Tentei isentar-me nessa eleição de ficar fazendo apologias politicas e demonstrando minha visão, o que para mim, dependendo da dosagem, parece politicagem, ato esse que eu repudio com todas as minhas forças. Mas como jornalista e conhecedora de algumas sacadas ocultas da mídia e de alguns partidos e políticos, não poderia me deixar silenciar diante da enxurrada de lixo televisivo, impresso e auditivo que estamos vendo nessa campanha de segundo turno. Não queria declarar meu voto, mas não vejo outra saída.

Estamos presenciando fatos que certamente serão objeto de estudo para a academia nos próximos anos. Uma prova, um exemplo fiel de como a mídia pode influenciar e principalmente manipular a opinião pública.

Nos últimos dias o que vemos é uma quantidade exacerbada de notícias, links e e-mails falsos ou sem nenhuma credibilidade acusando a Candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Queria apenas atentar para quem antes de crucificar a candidata, as pessoas que tiverem acesso a este tipo de material se perguntem de onde vem isso, com que propósito, e qual a credibilidade da fonte. Gente, não podemos mais ser tão passivos em relação à mídia, o Brasil evoluiu, é natural que a mentalidade da população também acompanhe esse ritmo.

Essa palhaçada criada pelos tucanos, o lance da bolinha de papel já repercutiu mais do que o que deveria. Era só uma bolinha de papel! Admito que já me cortei com folhas de papel, mas nunca vi ninguém morrer por ser atingido por uma bolinha. Pelo Amor de Deus! (Ou seja lá o que você acreditar).

A Rede Globo é a grande aliada dos Tucanos nessa caminhada sebosa de farsas, truques e mentiras. A emissora já influenciou e manipulou muitas decisões em nosso país, mas como já disse antes, o Brasil mudou, evoluiu, e a máscara da Dona Globo está caindo, quer dizer, já caiu, só que tem gente que prefere não enxergar. Nesse caso não se trata de uma questão de ser instruído ou não, a questão aqui não é intelectual, e sim de bom senso político.

Não devemos esquecer do apagão, das péssimas condições em que vivia a pobreza, da grande quantidade de miseráveis e desempregados, da Dívida externa, dos juros, da inflação, a falta de incentivo a vida universitária. Tenho apenas 22 anos e consigo me lembrar de tudo isso da época do governo dos tucanos. O que os faz pensar que a população esqueceria? Como eles avaliam a capacidade mental do povo brasileiro? Eles acham que o povo é burro? Isso é nos subestimar, subestimar uma nação que viveu, conviveu e sofreu nas mãos dos tucanos.

Apesar de tudo Serra ainda tem uma aceitação boa perante o povo, tanto que chegou ao segundo turno. Me pergunto o que se passa na cabeça dessas pessoas. Sei que o governo do PT não foi perfeito, mas posso assegurar que foi o melhor que tivemos. A Dilma não é carismática, mas e daí? Ela é candidata e não apresentadora de programa de auditório.

Tenho medo de que amanhã possamos perder tudo o que conquistamos nesses 8 anos de governo Lula, o incentivo à pesquisa, o aumento nas vagas de emprego, a quitação da dívida externa, a redução no número de pobres e miseráveis. Não podemos entregar nossas conquistas nas mãos de qualquer um.

O Serra é um ótimo ator, tem propostas melhores, se articula melhor, mas quem garante que ele vai cumpri-las. Não cumpriu antes, vai cumprir agora por quê? Não podemos nos deixar enganar pelos tucanos, pelo Serra e pela Rede Globo. Pelo Partido das privatizações, pelo candidato que mente como ninguém (o candidato que foi pro hospital por causa de uma bolinha de papel), e a emissora mais manipuladora e mentirosa do país (a emissora que transforma bolinhas de papel em Discos Voadores).

O Brasil não é mais mesmo. E a população está acompanhando o Ritmo. Então não vamos deixar que eles decidam por nós!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Que Vergonha Dona Globo, Que Vergonha.





Como jornalista não poderia me deixar silenciar diante do que estamos presenciando. Ficou obvio para todos o posicionamento da Rede Globo a favor dos Tucanos na disputa presidencial. Depois das entrevistas detonando a Dilma e a Marina, o Casal Nacional ontem parecia assessoria de imprensa do Serra. Vergonhoso. O pior é que eles tem muita influência. A Globo influenciou na Vitória do Collor, e na sua saída do poder também.
Desde o começo do ano que a Rede Globo começou a fazer campanha contra o Governo Lula. Ficou claro isso na época daquelas Histórias relacionadas ao Irã. 
A dona Globo agora quer eleger o Serra. Só de pensar que ele pode ser eleito, sinto calafrios! Fico pensando que posso ir dormir no Brasil e Acordar na Argentina, na Russia; por que a grande tática dos tucanos é a privatização, aí vai que eles vendem um estado, uma região, e eu preciso de um passaporte para ir ver algum conhecido que mora em outra região? 
Não quero fazer campanha para a Dilma, para o governo Lula, ou para a Marina, não é isso. É apenas um desconforto em relação ao Serra! Acho vergonhoso a Rede Globo fazer campanha descaradamente a favor dos Tucanos. Quer dizer, vergonhoso é o meu salário, Fátima Bernardes  e Willian Bonner devem ganhar bem o suficiente para fazer esse tipo de coisa nojenta. O que não podemos admitir é que a emissora que instituiu que o Brasil é o país do futebol, que o Brasil é o país do carnaval, decida por nós quem será o presidente do nosso País. Queria que a nação que tanto torceu pelo Brasil Seleção, fosse patriota o suficiente para também lutar e torcer pelo nosso Brasil Nação!