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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Um poema aos tempos passados


Sob a chama de uma vela
Que queima sem pressa
Confidenciamos nossos enganos,
O aborto dos nossos planos
E partilhamos esse nada que nos resta.

As garrafas vazias no chão da sala
Nos contam do silêncio
Que ecoa pela madrugada.

Somos vermes mutilados.
Dois vermes embriagados.
Dois loucos apaixonados.
No amor derrotados.

Partilhamos da mesma sina,
Amar foi nossa ruína,
Dentre o que a muitos abomina,
Encontramos nosso lugar.

Carregamos o mesmo fardo.
Dois malucos fracassados.
Entre dois mundos cruzados,
Buscando ao que chamar de lar.

E quando o vinho acaba,
Quando a esperança finda,
A morte nos olha à face
E até parece bem vinda.

Morremos todas as noites
Por nossas paixões perdidas.
Trocamos a juventude
Por lágrimas, fracassos,
E algumas garrafas de bebida.

Vivemos num mundo sem sorte,
Pois ninguém chorará nossa morte
No triste fim desta vida.

Ellen Dias & Lucas Nathan,
Poetas.

domingo, 1 de setembro de 2013

Ode ao Beco do Amor

Que esta noite nunca acabe,
Que nossos corpos nunca se cansem,
Que nossos copos nunca sequem,
Que as nossas almas nunca desistam,
Que a nossa voz nunca se cale,
Que nosso desejo nunca cesse,
Que a nossa luta se fortaleça,
E que o nosso beco estremeça
Com a força e a coragem que nos temos.
Pois somos muitos e não estamos sós.
Nada neste mundo poderá enfraquecer a nossa voz.
E aqueles que nos oprimem jamais conseguirão calar o nosso grito,
Pois somos do Beco do Amor,
E o amor que existe neste beco, companheiros, o nosso amor, é infinito.