quinta-feira, 14 de abril de 2011

10 Coisas que você não deve fazer após o término de um relacionamento


1-    Recusar-se a aceitar a rejeição

2-    Chorar na frente de seu/sua ex.

3-    Chorar na frente dos amigos do seu/sua ex.

4-    Ligar para ele/ela de madrugada quando estiver bêbada (o).

5-    Manter contato com o(a) dito(a)  cujo(a)  como se fossem amigos, mesmo ainda amando a criatura.

6-    Continuar brigando com a pessoa mesmo depois de não haver mais nada entre vocês.

7-    Alugar seus amigos para falar de suas dores.

8-    Fechar todos os bares conhecidos; tornar-se ‘amigo(a)’ do garçom e inimigo do gerente por ser aquele(a)  chato(a)  e incômodo(a)  último(a)  freguês(a).

9-    Guardar rancor, raiva e ódio da pessoa depois que descobrir as traições e coisas que ela anda falando de você.

10- Acreditar que será capaz de cumprir esses nove itens sem precisar de ajuda psiquiátrica e auxílio de drogas tranquilizantes. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

A Andorinha



O amor é o que há de melhor e de pior na vida.
Nos faz felizes por um tempo e infelizes por um  tempo ainda mais longo.
Certa vez um pássaro negro apaixonou-se por uma andorinha,
Pássaro jovem e viçoso
Cheio de sonhos e esperanças,
Tinha também, como todo jovem, algumas inseguranças
E por um tempo repousou suas asas no ninho desse pássaro negro, que se orgulhava de estar ao seu lado.
Um pássaro negro, curando-se de suas feridas.
A jovem andorinha em pouco tempo modificou sua vida, e de suas dores, nem cicatrizes restaram.
Em troca o pássaro negro quis ofertar-lhe sua vida,
Mas foi inútil,
A jovem andorinha ainda tinha suas próprias feridas que o pássaro negro, mesmo com todo seu amor, carinho e atenção não conseguiu curar.
E um dia ele acordou e percebeu que ela se fora.
Deixou-lhe um bilhete dizendo do carinho que sentiu por ele, mas que era jovem demais e precisava voar por outros ambientes, e quem sabe até deitar-se em outros ninhos, provar outros beijos e o aconchego de outras asas.
E assim ela partiu.
E se antes havia um vazio no peito daquele pássaro preto, ela o preencheu até mesmo na ausência. Pois o vazio que ela transformou em amor, converteu-se em saudade com sua partida, e após a rejeição, a saudade tornou-se uma ferida, um câncer espalhado, tomando conta de todos os seus órgãos.
Ele queria dizer a ela que voltasse um dia se se arrependesse, mas seria inútil, não sabia se iria se curar daquele mal. E sabia que se aquela ferida um dia cicatrizasse,as marcas que deixaria seriam tão grandes que não haveria mais em seu peito espaço para mais nada e mais ninguém, nem mesmo a sua amada andorinha que voou. 



Para complementar esse texto deixo o video (não é um bom vídeo, mas dá para ouvir a música) e a tradução da música Blackbird,dos Beatles. 



Pássaro Negro (BlackBird)

Pássaro Negro cantando no silêncio da noite
Pegue estas asas quebradas e aprenda a voar
Toda sua vida
Você só estava esperando este momento para decolar.

Pássaro Negro cantando no silêncio da noite
Pegue estes olhos fundos e aprenda a enxergar
Toda sua vida
Você só estava esperando este momento para ser livre.

Pássaro Negro, voe. Pássaro Negro, voe
Para dentro da luz da noite escura e negra

Pássaro Negro, voe. Pássaro Negro, voe
Para dentro da luz da noite escura e negra

Pássaro Negro cantando no silêncio da noite
Pegue essas asas quebradas e aprenda a voar
Toda sua vida
Você só estava esperando este momento chegar
Você só estava esperando este momento chegar
Você só estava esperando este momento chegar

A hora certa de dizer Adeus



Havia lágrimas em seus olhos
Havia um nevoeiro em sua cabeça
A insistência se tornou um fardo
E o que fazer dali pra frente?
Tudo parecia desgastar ainda mais o nada que restou
As lembranças, os sentidos, tudo parecia então perdido.
Como um trem que foge dos trilhos sem saber quando parar.
Apenas em um restou algo,
E apenas um ainda sentia.
Não havia mais pelo que lutar.
Era a hora e não havia mais como adiar.
E foi com a garganta sangrando que conseguiu enfim expulsar aquelas palavras
Com a boca seca e os olhos úmidos
Fez o que tinha que ser feito,
Não havia expressão em seu rosto,
Não havia luz nos olhos seus,
E com o peito aos pedaços, disse Adeus.

O amor que não se fala



Não vou me entregar ao descaso
Não posso me punir por erros que não são só meus.
E se hoje tenho o rosto coberto pela neblina que escorre dos meus olhos,
Tenho ainda a esperança de que o amanhã será de lindos dias ensolarados.

Não vou passar minha vida a me punir por algo que, de fato, eu nunca tive e mesmo assim perdi.
A maioria das pessoas faz juras de amor sem ao menos saber se é realmente capaz de sentir isso por alguém.
Eu não quero mais falar de amor. Eu não quero mais ouvir “eu te amo”.
Amor não se fala. Amor a gente sente.

Busco agora recompor meu ego, desfeito pelas palavras e pelo descaso de alguém que um dia jurou me amar.
E de tanto lutar, estou cansada.
Absorvi sua dor para tentar me recompor ao seu lado,
E mesmo assim, só me restaram as feridas e as memórias de um pedaço de amor descartável.

A frieza dos olhos



Nunca saberia definir o que sinto agora
Tudo em mim traduz uma enorme tristeza
Tudo aqui denuncia uma grande decepção

Em minha boca ainda há um pouco do seu gosto misturado com o sabor da rejeição
Meu corpo ainda guarda suas digitais por toda a parte
Minha pele ainda sente o calor da sua

E eu ainda sinto a frieza dos seus olhos,
Recordo ainda suas palavras ásperas
No dia em que tudo mudou
No dia em que tudo parou de existir

Espero cessar essa hemorragia
Espero curar-me dessa dor
Espero um dia esquecer
Mas hei de lembrar que você não quis querer. 

sábado, 26 de março de 2011

Polícia para quem precisa de polícia



Há poucos dias, fui vítima de um assalto quando voltava do trabalho para casa. Nunca tinha sido assaltada. E como a primeira vez é inesquecível, vou relatar um pouco sobre o ocorrido, mas se você pensa que irei falar do meu medo ou descer o sarrafo nos bandidos, engana-se. Acompanhe a história e descubra quem é realmente digno de minha raiva.


Pois bem, estava eu voltando pra casa após um dia estressante; cansada e com fome, quando vejo na esquina, logo à minha frente, dois rapazes numa moto. Eles param e um deles desce da moto com calma e me fala algo com tranquilidade. Eu que já sou conhecida por ser lesada, não entendi o que ele falou e perguntei: o que?

Foi quando a tranquilidade do homem transformou-se em ira e ele anunciou o assalto. Não satisfeito em pegar a minha bolsa, o atrevido ainda me deu um soco nas costas e um tapa na boca que até agora sinto doer quando recordo. Fugi gritando enquanto os homens iam embora com boa parte do meu salário do mês e com quase toda a minha dignidade.

Nem minha mãe nunca ousou bater na minha cara (e olha que eu já dei motivo).

Assustada e histérica entrei no prédio onde moravam alguns conhecidos. Toda essa sequencia de fatos aconteceu em segundos. Enquanto eu gritava nos corredores do prédio, os homens ainda podiam ser avistados.

Diante do meu desespero, logo uma amiga pegou o telefone e ligou para a polícia, deu toda a descrição dos bandidos, contou o ocorrido, o que tinham levado, e para onde poderiam ter ido. Mas a resposta do “190” foi calma e apática: Mande sua amiga se acalmar e amanhã procure a DP para fazer um B.O.

- Mas vocês não podem passar um rádio para nenhuma viatura que esteja aqui perto para pelo menos dar uma olhada? Perguntou minha amiga.

- Não temos como dar conta de todo assaltante que apareça moça. Diga a sua amiga que faça e B.O. e pronto. Respondeu o homem da lei, responsável pela segurança dos cidadãos.

Acabei sem o dinheiro, sem os documentos e se tinha me sobrado um pouco de dignidade depois de apanhar de um marginal, ela se foi quando o policial veio dizer que não era dever dele ir atrás de bandido nenhum. Voltei pra casa um caco e como meus documentos apareceram no dia seguinte não me dei nem ao trabalho de ir fazer o bendito B.O.

Alguns dias depois, eu já estou melhor. Dinheiro, eu trabalho e consigo mais. A única coisa que não sara é a dor da humilhação, de saber que pago impostos, que tenho direitos, que deveriam ser guardados por estes que se dizem homens da lei, e a única coisa que recebo em troca é indiferença. Se a polícia ia encontrar ou não os bandidos eu não sei, mas o que sei é que se você não procura uma coisa, você não pode encontra-la. E afinal, o que custava passar um rádio para a viatura mais próxima?

E infelizmente não sou a única a passar por isso. Voltando de viagem depois do carnaval ouvi uma senhora dizer que na rua em que ela mora os assaltantes já têm um ponto fixo para abordar as vítimas. E o que mais a deixava indignada, contou ela, era que já tinha ligado varias vezes para a polícia e a resposta era a mesma: Não temos como dar conta de todos os bandidos da cidade.

Realmente, com a criminalidade solta, duvido muito que a polícia seja capaz de pegar todos os bandidos, mas se não for atrás, nunca vai pegar nenhum.

Agora eu gostaria de chamar a atenção para um fator interessante. Quando você passar em frente a grandes estabelecimentos privados como lojas de automóveis e bancos, preste atenção, logo você verá um ou dois homens da lei fazendo a segurança do local.

Ou seja, eles ganham à nossa custa para defender interesses particulares?

É vergonhoso, mas é isso que estamos vivendo. Os policias, em vez de estarem nas ruas correndo atrás de bandidos, estão fardados em frente a edifícios privados, ganhando um adicional à custa do povo.

Não sei se tenho mais raiva dos bandidos que me assaltaram, ou dessa enorme instituição de crime organizado chamada polícia. Dois pesos, a mesma medida.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Frutuoso Gomes, os celulares e o progresso.

Frutuoso Gomes, pequena cidade com pouco mais de 4 mil habitantes, localizada no interior do Rio Grande do Norte, vivenciou um fato histórico durante essa semana.
O local, onde antigamente, podia se dormir com as portas abertas, vem enfrentando uma onda de violência nos últimos anos (sinal de progresso, afinal, toda cidade grande que se preze tem essas características), mas nada muito explícito, casos de roubos de porcos e galinhas, furtos, e coisas assim.
Claro que também têm as desavenças entre famílias e grupos, o que acaba gerando uma onda de combates ameaças e até assassinatos. Mas isso, bom, isso é bem interiorano.
De fato, em Frutuoso Gomes, até pouco tempo atrás, se você não mexesse com ninguém, não se metesse a besta com moça de família, não tivesse inimigos, nem opinião política opositora, podia sim viver em paz.
Até que chegou um tal progresso ao lugar e trouxe com ele dois avanços: tecnologia e violência de cidade grande.
O celular, mais popular que pão com ovo, veio chegar a região há pouco tempo, cerca de 1 ano e meio mais ou menos. E celular na mão de gente nas ruas atrai o quê?
Se você disse namoro, você errou e certamente nunca morou numa cidade grande.
Se você respondeu sorte, também errou, nunca morou numa cidade grande e certamente é um daqueles tipinhos supersticiosos.
Agora se você respondeu ‘pila’,’ vagaba’, marginal, assaltante, bandido ou coisa do tipo, você realmente entende de assuntos de cidades grandes.
Em frutuoso Gomes foi possível viver em paz com os celulares... Foi!
Essa semana a cidade que até então só tinha visto violência explícita na zona urbana em ano eleitoral, presenciou seu primeiro Assalto a mão armada. E o que levaram?
Um celular!
(e um monte de outras coisas também que não cabe citar aqui).
Agora, com status de cidade grande, Frutuoso Gomes caminha rumo ao progresso de diversas outras cidades do nosso país.


Aonde vamos parar? Se nem no lugar onde se costumava andar tranquilamente a qualquer hora do dia ou da noite é possível ter paz hoje em dia, aonde vamos encontrá-la? 


Isso é Brasil. Isso Progresso?